sexta-feira, 21 de junho de 2013

A vingança Adolescente


Sabíamos que Bogdan era muito inteligente, o que nós não sabíamos que aquilo que aconteceu quando tínhamos 14 anos só era o começo do surgimento de um grande estrategista, aquele que poderia levar o nosso povo a ter uma vida melhor e destronar aqueles que sempre fizeram o povo sofrer, ele seria um dos grandes heróis de nossa nação.

Mas como saber que menino poderia ser tornar o que se tornou para todos nós, vou explicar como um acontecimento na escola se tornou um marco para nossa luta por Justiça. Era um dia comum na Escola, queríamos ir logo embora, quando tocou o sinal foi uma alegria que mal podíamos imaginar, mas Gijo teria que ficar mais para conversar com o diretor, por causa de uma brincadeira que ele tinha feito a uma aluna e nós como seus melhores amigos não poderíamos deixá-lo para trás. Eu e Bogdan fomos até a van e falamos para o motorista esperar um pouco, mas ele ficou muito nervoso e não quis esperar e foi embora. E agora sabíamos que era muito perigoso irmos sozinhos, mas nesta hora Bogdan que era o mais confiante e valente disse:
-          Não se preocupe eu cuido de vocês vamos chegar bem em casa.
-          Mas, Bogdan não é melhor esperarmos aqui?
-          Você quer dormir por aqui, e vamos mostrar que somos responsáveis, chegar da Escola sozinhos, vamos mostra para os outros meninos da Vila quem somos.
-          Não sei não?
Bom ficamos quase meia hora esperando por Gijo, até que ele chegou, e neste tempo a van não voltou e nem ninguém veio nos buscar, então Bogdan deu a ordem:
-          Vamos embora sozinhos!!
-          Mas, a van não esperou a gente? – perguntou Gijo indignado.
-          Não, a van não esperou você, mas nós sim. – respondi.
-          Mas é perigoso irmos sozinhos, têm aqueles meninos de rua, eles são muito perigosos. – respondeu Gijo todo amedrontado.
-          Você é um homem ou um rato? – pergunta Bogdan debochando.
-          Ele tem razão Bogdan. – respondi tentando ser sensato.
-          Tudo bem vamos esperar mais meia hora, se ninguém vier nos buscar, vamos embora. – respondeu Bogdan meio contrariado.
Depois de uns quarenta minutos quase ele nos convenceu a ir embora, não podíamos ficar o dia inteiro esperando argumentou, e com muito medo fomos embora, estávamos uns vinte minutos da escola quando avistamos um grupo de meninos de rua, eram em torno de seis, olhei para Bogdan e perguntei:
-          E agora o que vamos fazer? – me tremi todo e ele com uma calmo impressionante disse.
-          Vamos desviar na próxima rua, tudo bem?
E fizemos isso desviamos por uma rua lateral e continuamos andando, e de repente em nossa frente apareceram três daqueles meninos, Bogdan disse para voltarmos sem correr, neste momento a batida de meu coração já dava para ouvir do outro lado da cidade, minha respiração era rápida e ofegante, minhas pernas tremiam. Quando viramos tinham mais três meninos. Bogdan olhou para nós:
-          E agora que nós vamos fazer?
-          Se você não sabe muito menos eu. – respondeu Gijo.
Olhamos e vimos um beco não sabíamos se era sem saída ou se ia dar em algum lugar, então Bogdan deu ordem:
-          Corram para aquele beco, como se fosse a ultima vez.
E corremos como nunca para o beco, não conseguia nem olhar para trás, graças a Deus o beco tinha uma saída, e Bogdan dava o seus gritos corram eles estão atrás de nós, corri, corri, eu estava na frente, ao sair do beco fui para o lado direito e vi um outro beco e decidi entrar nele e continuei correndo até que não ouvi barulho atrás de mim, então parei e olhei para trás não vi mais quem nos perseguia, me abaixei e coloquei as mãos no joelho e respirava de modo ofegante, e ai quando mais oxigênio entrou nos meu cérebro que percebi que não só os meninos de rua não estavam mais atrás de mim, mas nem Bogdan e Gijo também.
Fiquei ali agachado e parado tomando fôlego e alguém tocou em mim, levei um grande susto, mas era só Bogdan, perguntei:
-          Cadê Gijo?
-          Quando saímos do beco, você foi para a direita e ele foi para esquerda, gritei, mas ele não parou de correr quando virei você tinha sumido, então corri para direita, uns correram atrás de mim e os outros atrás dele, até que desistiram e voltaram.
-          Será que pegaram ele? – perguntei muito ofegante.
-          Não sei, mas vamos achá-lo.
Fomos atrás do Gijo, mas com muito medo  pois não sabíamos o que iríamos encontrar, quando entramos em uma rua vimos um homem com uma barra de ferro gritando com os moleques que corriam fugindo e Gijo jogado no chão, saímos correndo e gritando:
-          É nosso amigo, o deixa em paz.
Quando chegamos perto, o homem gritou:
-          Eu o ajudei, não quero machucá-lo, esses delinqüentes já o machucaram bastante.
-          Gijo, como você esta?
-          Estou muito machucado, esta doendo tudo. – quase sua voz não saia.
-          Onde vocês moram e que estavam fazendo por aqui sozinhos.
-          Moramos no Ita e estávamos voltando para casa quando eles começaram a correr atrás de nós, não fizemos nada para eles. – disse Bogdan.
-          Seu amigo esta muito machucado precisa de um médico, eles estavam batendo muito nele e se eu não chegasse matariam ele, eles são cruéis, são os filhos maus da revolução.
-          Vamos tentar levantar ele para sairmos o mais rápido possível daqui. Disse Bogdan.
-          Esperem vou pegar o carro e levar vocês.
Deixou-nos em casa e explicou para nossos pais o que tinha acontecido, levaram Gijo até o Hospital e nós levamos uma grande bronca por não temos esperado, se tivemos ficado esperando mais 10 minutos, tínhamos vindo no carro do pai de Bogdan. Nos fizeram jurar que nunca mais iríamos fazer isso de novo. Gijo teve três costelas e um braço quebrado e fora vários hematomas, vai ter que ficar muitos dias em casa sem ir a escola. Bogdan não se conformava com o que tinha acontecido, ele ficava falando que não era justo não poder andar na sua própria cidade, esses meninos só faziam isso porque não tinha justiça, nós deveríamos nos vingar deles para eles nunca mais fazerem isso, depois de uma semana ele me chamou me dizendo que tinha um plano de vingança contra os arruaceiros:
-          Vai ser tiro e queda e estes meninos vão saber que nunca mais tem se meter com o bairro do Ita.
-          Você esta louco, como vamos fazer isso, se nós não podemos sair de casa? – questionei indignado.
-          Já planejei tudo, é arriscado, mas vai dar certo e você vai ver nunca mais eles vão maltratar outro menino.
-          Bogdan é loucura somos só meninos.
-          Você nem ouviu o plano e já esta dando para trás seu covarde. – disse debochando.
-          Não sou covarde não, mas acho que é loucura.
Não falou mais no assunto até que mais uma semana Bogdan veio até mim:
- Já arquitetei tudo, nós vamos fazer justiça, vão se arrepender pelo que fizeram a Gijo, mas quero falar também para Gijo.
Fomos até a casa de Gijo, e quando estávamos sozinhos ele deu a noticia a Gijo:
- Vamos nos vingar do que aqueles meninos fizeram a você.
- Como assim? – perguntou Gijo sem entender nada  olhando para mim.
- Não sei de nada do que esse louco está planejando. – respondi.
- Nós vamos nos vingar daqueles que te bateram, vingar não, melhor nós vamos fazer Justiça.
- E como nós vamos fazer justiça, vamos bater neles também? – Perguntei.
- Nem se quiséssemos conseguiríamos bater neles, tudo bem que sabemos um pouco de artes marciais, mas esperem que vocês vão saber aos poucos, fiquem sossegados que na minha loucura a toques de equilíbrio, sensatez e sabedoria que aprendi dos grandes estrategistas de guerra do mundo.- disse Bogdan todo confiante.
- É certo se vingar? – Questiona Gijo.
- Não é vingança é justiça. – responde Bogdan.
- Você e esses livros de estratégia de guerra, eu sei que você gosta e é bom em jogos de estratégias, mas jogo é jogo, e agora é realidade, olha o que aconteceu comigo. – tentar racionalizar Gijo.
Depois de uma semana Bogdan veio e me disse:
- Esta pronto, vamos começar a agir.
Me deu um capuz e uma blusa preta e me disse:
- É para disfarçar para que não seja reconhecido.
- Como assim, não estou entendendo? – perguntei totalmente perplexo.
- Não podemos ser reconhecidos.
- Como assim? – perguntei rispidamente e nervoso.
- Calma, fique tranqüilo, não posso te dizer agora porque é a 2ª parte do plano, vai dar tudo certo. – respondeu calmamente e confiante.
- E qual é a primeira parte do plano, será que você pode me contar?
- É simples, vamos prender todos os delinqüentes que bateram no Gijo. -  Respondeu como se fosse a coisa mais simples do mundo.
- Você esta louco, como vamos prender eles, você mesmo disse que não conseguiríamos bater neles, agora imagina prender. – respondi totalmente descontrolado.
- Relaxa! Respire! E pense positivo!!!
- Cara, você esta me deixando nervoso, e eu não vou participar desse plano maluco. – Falei como se fosse uma opção, como se ele não me convencesse.
- Vou te explicar, mas primeiro me responde, você gostou do que aconteceu com o Gijo? Ele ser espancado daquele jeito?
- Claro que não, a minha vontade era fazer eles sumirem.
- Então, não podemos correr o risco de sermos os próximos, ou nossos amigos ou família.
- Mas, como agente vai fazer isso, e se os nossos pais descobrirem, vão nos matar, se não morrermos antes. E outra como ir até aquele bairro, eles não nos deixam sair daqui?
-Eles não podem saber de nada. E eu sei como nós vamos sair daqui sem que eles percebam e vou contar pelo menos a primeira parte do plano.
O plano de Bogdan para sairmos sem os nossos pais perceberem era brincarmos em uma casa vazia em nosso bairro por dois ou três dias, só para despistar, depois destes três dias saímos e começou a explicar o plano:
-          Vou fazer com você o passo a passo para por em pratica o nosso plano.
Saímos e me mostrou os caminhos que iríamos fazer, me levou até um prédio abandonado, mostrou uma entrada que dava para um tipo de porão do prédio e ali havia varias salas, era muito escuro, como ele era prevenido levou uma lanterna, comentou:
-          Em um desses dias entrei aqui e fiquei preso, quase não consegui sair, percebi que esse lugar poderia ser parte de minha armadilha. Vamos embora antes que percebam que nós saímos.
Quando cheguei à porta da entrada, não conseguia abrir, ela tinha travado pelo lado de fora e por mais que eu tentava não conseguia abrir, olhei para ele e perguntei:
-          Como nós saímos daqui?
-          Calma, viu é assim que nós vamos prender os meninos de rua, eles vão entrar e não vão conseguir sair, te pergunto esta vendo alguma janela e outra saída?
-          Não, nenhuma.
Fomos entrando por uns três a quartos todos escuros, iluminava o nosso caminho com a lanterna, até que chegamos a uma sala que tinha uma pequena janela.
-          Esta é a nossa saída, suba nesse banco que te ajudo a sair.
Com muita dificuldade consegui sair, mas ele saiu como um gato, perguntei:
- Mas, você vai usar a lanterna para saber como sair?
- Já gravei na mente a saída, mesmo no escuro consigo chegar à saída, não me disse mais nada, fomos embora e ele todo empolgado com a idéia, mas eu sem entender nada.
Depois de dois dias nos reunimos de novo começava o plano suicida de Bogdan, ele me explicou:
- Eles ficam sempre ali. – apontou Bogdan.
- E como vamos chamar atenção deles? – perguntei.
- Dois engomadinhos filhos de papai passando perto deles, você acha que é uma boa provocação?
- Você esta me dizendo que vamos passar perto deles? – perguntei sem acreditar.
- Mais ou menos, vamos ter uma margem de segurança.
- Como posso acreditar em um louco?
- Louco consciente, esta vendo aquela rua depois deles, vamos passar ali, vamos chamar atenção e eu vou provocar um pouquinho.
- Como é esse pouquinho?
- Não se preocupe, você vai ficar mais a frente, enquanto eu provoco, saímos correndo, você corre na frente, vamos treinar algumas vezes, tudo bem?
- Adiantar dizer não.
Treinamos umas três ou quatro vezes, eu não entrava no porão subia uma escada e me escondia, tinha que ser o mais rápido para não cometer erros, a porta de entrada iria ficar aberta com uma trava e quando todos passassem, eu tinha que destravar, fechar e colocar uma alavanca na porta só para ter certeza que não iria abrir.
Chegou o dia, estávamos muito ansiosos e eu com muito medo de dar alguma coisa errada acontecendo o pior conosco. Bogdan tinha um relógio muito bonito e colocou para chamar a atenção dos meninos. Fomos até o local, antes de eles nos verem respiramos fundo, um olhou para o outro:
- Esta pronto, Boris.
- Não sei, mas vamos logo com isso, e você? Bogdan.
- Eu estou prontíssimo, que Deus nos abençoe.
Quando eles nos viram, fez o que não imaginava, pegou um tomate podre e jogou nos meninos e gritou:
-          Seus babacas, vocês não são de nada, venham me pegar se forem homens? – e gritou para mim – Corre, corre
E começou a perseguição, eu corria o mais rápido que podia, ele gritava mais rápido, você tem que ficar na frente, olhava para trás e os meninos pareciam que estavam nos alcançando. Então corri mais depressa quando dobrei a esquina do prédio abandonado subi a escada e me escondi atrás da mureta que dava para ver quem passasse em baixo indo para o porão. Não conseguia nem respirar direito e nem sei se era pela corrida ou pelo medo de não dar certo o plano de Bogdan. Ele se faz de perdido que não sabe para onde ir para deixar os meninos confiantes que vão pegar ele, desceu para o porão, e um grita para o outro:
-          Esse já era vamos bater tanto  e roubar tudo dele.
E descem para o porão atrás dele, como no plano de Bogdan todos descem não sobra um para fora, então eu desço com cuidado e quando vejo que todos estão realmente dentro do porão, tento tirar a trava que segura a porta e não consigo, cada vez que tento parece que fica mais travado, começo a ficar desesperado, quando percebo que um deles volta e quando sai no ambiente que dá para porta ele grita:
- É uma emboscada, saiam daí.
Eu me desespero e puxo com força a trava e caio para trás me levanto rapidamente e puxo a porta, quase um deles consegue me impedir, bato com toda a força fechando-a, coloco a trava e deixo bem trancada, eles batem mandando abrir se não quando saírem dali eles nos matam. Vou ver se Bogdan conseguiu sair, estava muito aflito, quando chego na saída ele estava lá travando a janela:
-          Não falei que iria dar certo, com inteligência, treinamento e união conseguimos tudo. – grita todo eufórico.
-          Você é louco mesmo e agora o que vamos fazer, qual a segunda parte do plano?
-          Calma meu amigo vamos descansar, comemorar o sucesso da primeira parte do plano.
-          A sua vingança não é deixar os meninos morrerem de fome não é?
-          Primeiro, não é vingança é Justiça, segundo não sou tão cruel assim.
Fomos para casa e fiquei pensando no próximo passo de Bogdan nesta vingança ou melhor em fazer justiça.
No outro dia ele me chamou e falou:
-          É hora de usarmos a blusa preta e a mascara preta.
-          Para que vamos usá-la? Eu sei que para não sermos identificados.
-          Eu vou roubar as coisa e você me dá cobertura.
-          Como assim vamos roubar as coisas, não somos ladrão? – questionei indignado.
-          Calmo, é só para o plano o que vamos roubar é coisas bobas de pouco valor, só para chamar atenção da policia, e sempre vamos fugir para o lado do porão.
Fomos até o local em que os meninos sempre roubavam e ele começou a roubar coisas pequenas e fugíamos para o lado do porão e ele jogava as coisas dentro do porão. Apesar de tudo nos não éramos sem coração, todo o período que eles ficaram ali nos levávamos comida e água para eles, naqueles dias passamos um pouco de fome porque tudo que pegávamos no café da manhã, no lanche, almoço e jantar grande parte era para eles. Mas o plano não estava dando certo, parecia que as pessoas não se importavam com o roubo que Bogdan fazia por que era coisa boba, depois do quarto dia:
-          Não esta dando certo, vamos roubar a vida inteira e ninguém vai se importar, temos que fazer algo mais ousado, senão não vamos conseguir fazer justiça. – disse todo preocupado e desapontado Bogdan.
Passaram-se dois dias, e íamos até o porão para alimentar os nossos presidiários, mas já era hora de agir, não podíamos deixá-los lá para sempre e falei para Bogdan:
-          Temos que agir, ou libertar esses meninos.
-          Amanhã nós vamos agir Boris, vai ser o golpe final no meu plano. Vamos até o bairro e eu te mostro o que vou fazer com sua ajuda.
Quando ele me mostrou e me explicou quase cai de costa, era coisa mais louca que ele tinha imaginado.
-          Você esta louco, você quer matar a gente, não vamos conseguir, se esse policial e seus amigos nos pegam nunca mais vamos ver os nossos pais.
-          Calma, ele sempre sai do carro e deixa a arma do lado do cambio, é só entrar dentro do carro e sair correndo, vamos despistá-lo cada um indo para um lado, entrando pelo conjunto de apartamentos e bem à frente, trocamos a roupa e os despistamos, não tem como dar errado e depois jogamos a arma dentro do porão e informamos a policia onde esta e eles prendem os meninos.
Novamente treinamos a nossa fuga pelos apartamentos, aonde iríamos jogar as nossas roupas e o terreno vazio que iríamos nos encontrar. Chegou o dia, colocamos a nossa camuflagem e fomos para o ponto, para a nossa maior façanha roubar a arma de um policial, loucura total. Como de sempre o policial chegou parou o carro saiu, deixando a porta aberta, como era rápido o que ele fazia, nunca achou que alguém pudesse fazer o que Bogdan ia fazer. Bogdan se preparou, quando o policial deu a volta pela frente do carro, Bogdan abaixado entrou dentro do carro e pegou a arma e saiu correndo.
Quando o policial percebeu começou a gritar e saiu correndo atrás da gente entramos em viela descendo rapidamente para um conjunto de prédios, e ai nos dividimos, cada indo para uma lado, corri como se estivesse correndo da policia e estava mesmo, me escondi em um terreno vazio murado e esperei o Bogdan com o coração na mão, quando ele apareceu, todo sorridente e contente com a arma do policial na mão:
-          Conseguimos, este policial era muito devagar, foi fácil. Vamos primeiro tirar as balas do revolver para não ter acidente, agora vamos enterrar enrolado neste pano e vamos para casa.
-          Vamos agir amanhã avisando a policia onde esta a arma, lá no porão? – louco para que tudo acabasse logo.
-          Não, vamos esperar uns dois dias até acalmar para que nós não sejamos presos, estamos andando demais, muita gente estão nos vendo.
Bogdan depois de dois dias me chama e me diz:
-          É hora de agirmos, finalizarmos o nosso plano.
Fomos até o terreno vazio e desenterramos arma, levamos ela para o porão e jogamos para os meninos pegarem, e com cuidado tiramos a trava de segurança que colocamos na porta para eles não saírem e depois ele fez uma ligação anônima para policia de um orelhão informando aonde estavam os meninos que tinham roubado a arma do policial.
Ficamos de um prédio olhando por um binóculo, esperando para saborearmos a nossa justiça, esperamos quase duas horas e nada da policia chegar, não teve jeito tivemos que ir embora, porque já estava tarde, quando estávamos saindo do prédio começou a parecer a policia, era pelo menos seis viaturas, Bogdan ficou louco para ficar e saber o que iria acontecer, mas não podíamos ficar, e então voltamos para casa, Bogdan estava muito ansioso para saber o que tinha acontecido, nos estávamos louco para ver eles serem presos.
No outro dia bem cedo ele chega com o jornal O DIARIO DE LIRI na mão me mostrando a noticia, eu tive um choque, não podia acreditar o que havia acontecido por nossa culpa e perguntei:
-          Mas, não era isso que queríamos que acontecesse?
-          Não, nós queríamos justiça, não uma vingança. – disse ele completamente despontado.
-          Vamos contar a alguém?
-          Não, não vamos contar a ninguém, este vai ser o nosso segredo.
Tempos depois ele me disse algo que me fez refletir:

- ÁS VEZES, A CEDE DE JUSTIÇA NOS FAZ COMETER INJUSTIÇAS.

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