Mas como saber que menino poderia ser tornar o que se tornou para todos nós, vou explicar como um acontecimento na escola se tornou um marco para nossa luta por Justiça. Era um dia comum na Escola, queríamos ir logo embora, quando tocou o sinal foi uma alegria que mal podíamos imaginar, mas Gijo teria que ficar mais para conversar com o diretor, por causa de uma brincadeira que ele tinha feito a uma aluna e nós como seus melhores amigos não poderíamos deixá-lo para trás. Eu e Bogdan fomos até a van e falamos para o motorista esperar um pouco, mas ele ficou muito nervoso e não quis esperar e foi embora. E agora sabíamos que era muito perigoso irmos sozinhos, mas nesta hora Bogdan que era o mais confiante e valente disse:
-
Não se preocupe eu cuido de vocês vamos chegar
bem em casa.
-
Mas, Bogdan não é melhor esperarmos aqui?
-
Você quer dormir por aqui, e vamos mostrar que
somos responsáveis, chegar da Escola sozinhos, vamos mostra para os outros
meninos da Vila quem somos.
-
Não sei não?
Bom ficamos quase meia hora
esperando por Gijo, até que ele chegou, e neste tempo a van não voltou e nem
ninguém veio nos buscar, então Bogdan deu a ordem:
-
Vamos embora sozinhos!!
-
Mas, a van não esperou a gente? – perguntou Gijo
indignado.
-
Não, a van não esperou você, mas nós sim. –
respondi.
-
Mas é perigoso irmos sozinhos, têm aqueles
meninos de rua, eles são muito perigosos. – respondeu Gijo todo amedrontado.
-
Você é um homem ou um rato? – pergunta Bogdan
debochando.
-
Ele tem razão Bogdan. – respondi tentando ser
sensato.
-
Tudo bem vamos esperar mais meia hora, se
ninguém vier nos buscar, vamos embora. – respondeu Bogdan meio contrariado.
Depois de uns quarenta minutos quase ele nos convenceu a ir
embora, não podíamos ficar o dia inteiro esperando argumentou, e com muito medo
fomos embora, estávamos uns vinte minutos da escola quando avistamos um grupo
de meninos de rua, eram em torno de seis, olhei para Bogdan e perguntei:
-
E agora o que vamos fazer? – me tremi todo e ele
com uma calmo impressionante disse.
-
Vamos desviar na próxima rua, tudo bem?
E fizemos isso desviamos por uma rua lateral e continuamos
andando, e de repente em nossa frente apareceram três daqueles meninos, Bogdan
disse para voltarmos sem correr, neste momento a batida de meu coração já dava
para ouvir do outro lado da cidade, minha respiração era rápida e ofegante,
minhas pernas tremiam. Quando viramos tinham mais três meninos. Bogdan olhou
para nós:
-
E agora que nós vamos fazer?
-
Se você não sabe muito menos eu. – respondeu
Gijo.
Olhamos e vimos um beco não sabíamos se era sem saída ou se ia dar
em algum lugar, então Bogdan deu ordem:
-
Corram para aquele beco, como se fosse a ultima
vez.
E corremos como nunca para o beco, não conseguia nem olhar para
trás, graças a Deus o beco tinha uma saída, e Bogdan dava o seus gritos corram
eles estão atrás de nós, corri, corri, eu estava na frente, ao sair do beco fui
para o lado direito e vi um outro beco e decidi entrar nele e continuei
correndo até que não ouvi barulho atrás de mim, então parei e olhei para trás
não vi mais quem nos perseguia, me abaixei e coloquei as mãos no joelho e
respirava de modo ofegante, e ai quando mais oxigênio entrou nos meu cérebro
que percebi que não só os meninos de rua não estavam mais atrás de mim, mas nem
Bogdan e Gijo também.
Fiquei ali agachado e parado tomando fôlego e alguém tocou em mim,
levei um grande susto, mas era só Bogdan, perguntei:
-
Cadê Gijo?
-
Quando saímos do beco, você foi para a direita e
ele foi para esquerda, gritei, mas ele não parou de correr quando virei você
tinha sumido, então corri para direita, uns correram atrás de mim e os outros
atrás dele, até que desistiram e voltaram.
-
Será que pegaram ele? – perguntei muito
ofegante.
-
Não sei, mas vamos achá-lo.
Fomos atrás do Gijo, mas com muito medo pois não sabíamos o que iríamos encontrar,
quando entramos em uma rua vimos um homem com uma barra de ferro gritando com
os moleques que corriam fugindo e Gijo jogado no chão, saímos correndo e
gritando:
-
É nosso amigo, o deixa em paz.
Quando chegamos perto, o homem gritou:
-
Eu o ajudei, não quero machucá-lo, esses delinqüentes
já o machucaram bastante.
-
Gijo, como você esta?
-
Estou muito machucado, esta doendo tudo. – quase
sua voz não saia.
-
Onde vocês moram e que estavam fazendo por aqui
sozinhos.
-
Moramos no Ita e estávamos voltando para casa
quando eles começaram a correr atrás de nós, não fizemos nada para eles. –
disse Bogdan.
-
Seu amigo esta muito machucado precisa de um
médico, eles estavam batendo muito nele e se eu não chegasse matariam ele, eles
são cruéis, são os filhos maus da revolução.
-
Vamos tentar levantar ele para sairmos o mais
rápido possível daqui. Disse Bogdan.
-
Esperem vou pegar o carro e levar vocês.
Deixou-nos em casa e explicou para nossos pais o que tinha
acontecido, levaram Gijo até o Hospital e nós levamos uma grande bronca por não
temos esperado, se tivemos ficado esperando mais 10 minutos, tínhamos vindo no
carro do pai de Bogdan. Nos fizeram jurar que nunca mais iríamos fazer isso de
novo. Gijo teve três costelas e um braço quebrado e fora vários hematomas, vai
ter que ficar muitos dias em casa sem ir a escola. Bogdan não se conformava com
o que tinha acontecido, ele ficava falando que não era justo não poder andar na
sua própria cidade, esses meninos só faziam isso porque não tinha justiça, nós
deveríamos nos vingar deles para eles nunca mais fazerem isso, depois de uma
semana ele me chamou me dizendo que tinha um plano de vingança contra os
arruaceiros:
-
Vai ser tiro e queda e estes meninos vão saber
que nunca mais tem se meter com o bairro do Ita.
-
Você esta louco, como vamos fazer isso, se nós não
podemos sair de casa? – questionei indignado.
-
Já planejei tudo, é arriscado, mas vai dar certo
e você vai ver nunca mais eles vão maltratar outro menino.
-
Bogdan é loucura somos só meninos.
-
Você nem ouviu o plano e já esta dando para trás
seu covarde. – disse debochando.
-
Não sou covarde não, mas acho que é loucura.
Não falou mais no assunto até que mais uma semana Bogdan veio até
mim:
- Já arquitetei tudo, nós vamos fazer justiça, vão se arrepender
pelo que fizeram a Gijo, mas quero falar também para Gijo.
Fomos até a casa de Gijo, e quando estávamos sozinhos ele deu a
noticia a Gijo:
- Vamos nos vingar do que aqueles meninos fizeram a você.
- Como assim? – perguntou Gijo sem entender nada olhando para mim.
- Não sei de nada do que esse louco está planejando. – respondi.
- Nós vamos nos vingar daqueles que te bateram, vingar não, melhor
nós vamos fazer Justiça.
- E como nós vamos fazer justiça, vamos bater neles também? –
Perguntei.
- Nem se quiséssemos conseguiríamos bater neles, tudo bem que
sabemos um pouco de artes marciais, mas esperem que vocês vão saber aos poucos,
fiquem sossegados que na minha loucura a toques de equilíbrio, sensatez e
sabedoria que aprendi dos grandes estrategistas de guerra do mundo.- disse
Bogdan todo confiante.
- É certo se vingar? – Questiona Gijo.
- Não é vingança é justiça. – responde Bogdan.
- Você e esses livros de estratégia de guerra, eu sei que você
gosta e é bom em jogos de estratégias, mas jogo é jogo, e agora é realidade,
olha o que aconteceu comigo. – tentar racionalizar Gijo.
Depois de uma semana Bogdan veio e me disse:
- Esta pronto, vamos começar a agir.
Me deu um capuz e uma blusa preta e me disse:
- É para disfarçar para que não seja reconhecido.
- Como assim, não estou entendendo? – perguntei totalmente perplexo.
- Não podemos ser reconhecidos.
- Como assim? – perguntei rispidamente e nervoso.
- Calma, fique tranqüilo, não posso te dizer agora porque é a 2ª
parte do plano, vai dar tudo certo. – respondeu calmamente e confiante.
- E qual é a primeira parte do plano, será que você pode me
contar?
- É simples, vamos prender todos os delinqüentes que bateram no
Gijo. - Respondeu como se fosse a coisa
mais simples do mundo.
- Você esta louco, como vamos prender eles, você mesmo disse que
não conseguiríamos bater neles, agora imagina prender. – respondi totalmente
descontrolado.
- Relaxa! Respire! E pense positivo!!!
- Cara, você esta me deixando nervoso, e eu não vou participar
desse plano maluco. – Falei como se fosse uma opção, como se ele não me
convencesse.
- Vou te explicar, mas primeiro me responde, você gostou do que
aconteceu com o Gijo? Ele ser espancado daquele jeito?
- Claro que não, a minha vontade era fazer eles sumirem.
- Então, não podemos correr o risco de sermos os próximos, ou
nossos amigos ou família.
- Mas, como agente vai fazer isso, e se os nossos pais
descobrirem, vão nos matar, se não morrermos antes. E outra como ir até aquele
bairro, eles não nos deixam sair daqui?
-Eles não podem saber de nada. E eu sei como nós vamos sair daqui
sem que eles percebam e vou contar pelo menos a primeira parte do plano.
O plano de Bogdan para sairmos sem os nossos pais perceberem era
brincarmos em uma casa vazia em nosso bairro por dois ou três dias, só para
despistar, depois destes três dias saímos e começou a explicar o plano:
-
Vou fazer com você o passo a passo para por em
pratica o nosso plano.
Saímos e me mostrou os caminhos que iríamos fazer, me levou até um
prédio abandonado, mostrou uma entrada que dava para um tipo de porão do prédio
e ali havia varias salas, era muito escuro, como ele era prevenido levou uma
lanterna, comentou:
-
Em um desses dias entrei aqui e fiquei preso,
quase não consegui sair, percebi que esse lugar poderia ser parte de minha
armadilha. Vamos embora antes que percebam que nós saímos.
Quando cheguei à porta da entrada, não conseguia abrir, ela tinha
travado pelo lado de fora e por mais que eu tentava não conseguia abrir, olhei
para ele e perguntei:
-
Como nós saímos daqui?
-
Calma, viu é assim que nós vamos prender os
meninos de rua, eles vão entrar e não vão conseguir sair, te pergunto esta
vendo alguma janela e outra saída?
-
Não, nenhuma.
Fomos entrando por uns três a quartos todos escuros, iluminava o
nosso caminho com a lanterna, até que chegamos a uma sala que tinha uma pequena
janela.
-
Esta é a nossa saída, suba nesse banco que te
ajudo a sair.
Com muita dificuldade consegui sair, mas ele saiu como um gato,
perguntei:
- Mas, você vai usar a lanterna para saber como sair?
- Já gravei na mente a saída, mesmo no escuro consigo chegar à
saída, não me disse mais nada, fomos embora e ele todo empolgado com a idéia,
mas eu sem entender nada.
Depois de dois dias nos reunimos de novo começava o plano suicida
de Bogdan, ele me explicou:
- Eles ficam sempre ali. – apontou Bogdan.
- E como vamos chamar atenção deles? – perguntei.
- Dois engomadinhos filhos de papai passando perto deles, você
acha que é uma boa provocação?
- Você esta me dizendo que vamos passar perto deles? – perguntei
sem acreditar.
- Mais ou menos, vamos ter uma margem de segurança.
- Como posso acreditar em um louco?
- Louco consciente, esta vendo aquela rua depois deles, vamos
passar ali, vamos chamar atenção e eu vou provocar um pouquinho.
- Como é esse pouquinho?
- Não se preocupe, você vai ficar mais a frente, enquanto eu
provoco, saímos correndo, você corre na frente, vamos treinar algumas vezes,
tudo bem?
- Adiantar dizer não.
Treinamos umas três ou quatro vezes, eu não entrava no porão subia
uma escada e me escondia, tinha que ser o mais rápido para não cometer erros, a
porta de entrada iria ficar aberta com uma trava e quando todos passassem, eu
tinha que destravar, fechar e colocar uma alavanca na porta só para ter certeza
que não iria abrir.
Chegou o dia, estávamos muito ansiosos e eu com muito medo de dar
alguma coisa errada acontecendo o pior conosco. Bogdan tinha um relógio muito
bonito e colocou para chamar a atenção dos meninos. Fomos até o local, antes de
eles nos verem respiramos fundo, um olhou para o outro:
- Esta pronto, Boris.
- Não sei, mas vamos logo com isso, e você? Bogdan.
- Eu estou prontíssimo, que Deus nos abençoe.
Quando eles nos viram, fez o que não
imaginava, pegou um tomate podre e jogou nos meninos e gritou:
-
Seus babacas, vocês não são de nada, venham me
pegar se forem homens? – e gritou para mim – Corre, corre
E começou a perseguição, eu corria o mais rápido que podia, ele
gritava mais rápido, você tem que ficar na frente, olhava para trás e os
meninos pareciam que estavam nos alcançando. Então corri mais depressa quando
dobrei a esquina do prédio abandonado subi a escada e me escondi atrás da
mureta que dava para ver quem passasse em baixo indo para o porão. Não
conseguia nem respirar direito e nem sei se era pela corrida ou pelo medo de
não dar certo o plano de Bogdan. Ele se faz de perdido que não sabe para onde
ir para deixar os meninos confiantes que vão pegar ele, desceu para o porão, e
um grita para o outro:
-
Esse já era vamos bater tanto e roubar tudo dele.
E descem para o porão atrás dele, como no plano de Bogdan todos
descem não sobra um para fora, então eu desço com cuidado e quando vejo que
todos estão realmente dentro do porão, tento tirar a trava que segura a porta e
não consigo, cada vez que tento parece que fica mais travado, começo a ficar
desesperado, quando percebo que um deles volta e quando sai no ambiente que dá
para porta ele grita:
- É uma emboscada, saiam daí.
Eu me desespero e puxo com força a trava e caio para trás me
levanto rapidamente e puxo a porta, quase um deles consegue me impedir, bato
com toda a força fechando-a, coloco a trava e deixo bem trancada, eles batem
mandando abrir se não quando saírem dali eles nos matam. Vou ver se Bogdan
conseguiu sair, estava muito aflito, quando chego na saída ele estava lá
travando a janela:
-
Não falei que iria dar certo, com inteligência,
treinamento e união conseguimos tudo. – grita todo eufórico.
-
Você é louco mesmo e agora o que vamos fazer,
qual a segunda parte do plano?
-
Calma meu amigo vamos descansar, comemorar o
sucesso da primeira parte do plano.
-
A sua vingança não é deixar os meninos morrerem
de fome não é?
-
Primeiro, não é vingança é Justiça, segundo não
sou tão cruel assim.
Fomos para casa e fiquei pensando no
próximo passo de Bogdan nesta vingança ou melhor em fazer justiça.
No outro dia ele me chamou e falou:
-
É hora de usarmos a blusa preta e a mascara
preta.
-
Para que vamos usá-la? Eu sei que para não
sermos identificados.
-
Eu vou roubar as coisa e você me dá cobertura.
-
Como assim vamos roubar as coisas, não somos
ladrão? – questionei indignado.
-
Calmo, é só para o plano o que vamos roubar é
coisas bobas de pouco valor, só para chamar atenção da policia, e sempre vamos
fugir para o lado do porão.
Fomos até o local em que os meninos sempre roubavam e ele começou
a roubar coisas pequenas e fugíamos para o lado do porão e ele jogava as coisas
dentro do porão. Apesar de tudo nos não éramos sem coração, todo o período que
eles ficaram ali nos levávamos comida e água para eles, naqueles dias passamos
um pouco de fome porque tudo que pegávamos no café da manhã, no lanche, almoço
e jantar grande parte era para eles. Mas o plano não estava dando certo,
parecia que as pessoas não se importavam com o roubo que Bogdan fazia por que
era coisa boba, depois do quarto dia:
-
Não esta dando certo, vamos roubar a vida inteira e ninguém
vai se importar, temos que fazer algo mais ousado, senão não vamos conseguir
fazer justiça. – disse todo preocupado e desapontado Bogdan.
Passaram-se dois dias, e íamos até o porão
para alimentar os nossos presidiários, mas já era hora de agir, não podíamos
deixá-los lá para sempre e falei para Bogdan:
-
Temos que agir, ou libertar esses meninos.
-
Amanhã nós vamos agir Boris, vai ser o golpe
final no meu plano. Vamos até o bairro e eu te mostro o que vou fazer com sua
ajuda.
Quando ele me mostrou e me explicou quase cai de costa, era coisa
mais louca que ele tinha imaginado.
-
Você esta louco, você quer matar a gente, não
vamos conseguir, se esse policial e seus amigos nos pegam nunca mais vamos ver
os nossos pais.
-
Calma, ele sempre sai do carro e deixa a arma do
lado do cambio, é só entrar dentro do carro e sair correndo, vamos despistá-lo
cada um indo para um lado, entrando pelo conjunto de apartamentos e bem à
frente, trocamos a roupa e os despistamos, não tem como dar errado e depois
jogamos a arma dentro do porão e informamos a policia onde esta e eles prendem
os meninos.
Novamente treinamos a nossa fuga pelos apartamentos, aonde iríamos
jogar as nossas roupas e o terreno vazio que iríamos nos encontrar. Chegou o
dia, colocamos a nossa camuflagem e fomos para o ponto, para a nossa maior
façanha roubar a arma de um policial, loucura total. Como de sempre o policial
chegou parou o carro saiu, deixando a porta aberta, como era rápido o que ele
fazia, nunca achou que alguém pudesse fazer o que Bogdan ia fazer. Bogdan se
preparou, quando o policial deu a volta pela frente do carro, Bogdan abaixado
entrou dentro do carro e pegou a arma e saiu correndo.
Quando o policial percebeu começou a gritar e saiu correndo atrás
da gente entramos em viela descendo rapidamente para um conjunto de prédios, e
ai nos dividimos, cada indo para uma lado, corri como se estivesse correndo da
policia e estava mesmo, me escondi em um terreno vazio murado e esperei o
Bogdan com o coração na mão, quando ele apareceu, todo sorridente e contente
com a arma do policial na mão:
-
Conseguimos, este policial era muito devagar,
foi fácil. Vamos primeiro tirar as balas do revolver para não ter acidente,
agora vamos enterrar enrolado neste pano e vamos para casa.
-
Vamos agir amanhã avisando a policia onde esta a
arma, lá no porão? – louco para que tudo acabasse logo.
-
Não, vamos esperar uns dois dias até acalmar
para que nós não sejamos presos, estamos andando demais, muita gente estão nos
vendo.
Bogdan depois de dois dias me chama e me diz:
-
É hora de agirmos, finalizarmos o nosso plano.
Fomos até o terreno vazio e desenterramos
arma, levamos ela para o porão e jogamos para os meninos pegarem, e com cuidado
tiramos a trava de segurança que colocamos na porta para eles não saírem e
depois ele fez uma ligação anônima para policia de um orelhão informando aonde
estavam os meninos que tinham roubado a arma do policial.
Ficamos de um prédio olhando por um binóculo, esperando para
saborearmos a nossa justiça, esperamos quase duas horas e nada da policia
chegar, não teve jeito tivemos que ir embora, porque já estava tarde, quando
estávamos saindo do prédio começou a parecer a policia, era pelo menos seis
viaturas, Bogdan ficou louco para ficar e saber o que iria acontecer, mas não
podíamos ficar, e então voltamos para casa, Bogdan estava muito ansioso para
saber o que tinha acontecido, nos estávamos louco para ver eles serem presos.
No outro dia bem cedo ele chega com o jornal O DIARIO DE LIRI na mão me mostrando a noticia, eu tive um
choque, não podia acreditar o que havia acontecido por nossa culpa e perguntei:
-
Mas, não era isso que queríamos que acontecesse?
-
Não, nós queríamos justiça, não uma vingança. –
disse ele completamente despontado.
-
Vamos contar a alguém?
-
Não, não vamos contar a ninguém, este vai ser o
nosso segredo.
Tempos depois ele me disse algo que me fez refletir:
- ÁS VEZES, A CEDE DE JUSTIÇA NOS FAZ COMETER INJUSTIÇAS.
Nenhum comentário:
Postar um comentário