Eu, Borislav, Dragomir, Gorki, Lubomir e
Radomil estávamos voltando quando vimos grande tumulto vindo em nossa direção,
com pessoas correndo e barulho de tiros, um olhou para o outro e sem dizermos
nada saímos correndo entrando por uma rua lateral, achamos uma caçamba de lixo
e não tivemos dúvidas, todos os seis pulam para dentro fechando a tampa, e lá
junto com o grande mau cheiro, ouvimos uma grande gritaria e muitos tiros,
ficamos muito apreensivos, mas bem quietinhos.
Quando a gritaria e os tiros ficaram mais longe, sentimos a necessidade de sair para ver como estava a situação, então, ...
Quando a gritaria e os tiros ficaram mais longe, sentimos a necessidade de sair para ver como estava a situação, então, ...
Andávamos sem dizermos uma palavra, nos nossos rostos a imagem do horror, da revolta, da angustia e o pior da aflição de não saber o que tinha acontecido com a nossa família. As nossas passadas eram de cautela, para não encontrar nenhuma surpresa pela frente, mas na realidade queríamos correr para chegar o mais rápido possível em nossas casas. A cada caminhada o horror ia aumentando, não haviam poupado nem as mulheres, não tínhamos coragem de realmente ver se estavam mortas, mas de repente algo aconteceu, o choro de uma criança e um grito agonizante de uma mulher pedindo socorro:
-
Socoooorro, por
.............favor ........... aaaajudem, oooo meu filho.
Não conseguíamos nem olhar um para a cara do
outro, suspiramos e continuamos andando, não tínhamos nada haver com aquilo,
tínhamos a nossa família para cuidar, e não podíamos arriscar a nossa vida para
salvar alguém que não conhecíamos. Mas, de novo o choro e um grito mais
angustiante:
-
Socorro, por
fa.....vor aju.........dem ooo
me.............................u fi....................lho,
soooooocoooocoooooorroooooooooooo. – Esse grito parecia o grito de alguém
preste a morrer, e grito não era para socorre-la, mas sim o filho que estava
chorando.
Uma grande sensação tomou conta de mim, algo
dizia que eu não era covarde, como podia deixar alguém morrer, uma mulher que
não gritava pela sua vida, mas pela vida do filho, ou seja, uma mãe
desesperada. Como eu podia não sentir nada ao ouvir o choro de uma criança e
saber que ela seria morta sem chance de se defender. E se fosse a minha mãe,
meu filho ou a minha mulher. Olhei para Borislav, e sem dizermos nada, mudamos
o caminho para dentro daquela casa, os outros ficaram meio perplexos, mas
também nos seguiram. E ai, quando entramos, vimos algo chocante, a mulher sendo
estrangulada por um homem três vezes o seu tamanho e um outro homem segurando
uma criança pelas pernas de cabeça para baixo, eu e Borislav tínhamos uma arma
apontamos para os homens e ele grita:
-
Deixem ela em paz.
-
Fica na sua, isso não
é da sua conta, então saia daqui e fique quietinho. – responde o estrangulador.
-
Não se bate em
mulher.- grita Borislav.
-
Não – neste momento
ele soltou um murro no rosto da mulher e deu gargalhadas – o que vo.........

Nenhum comentário:
Postar um comentário